A História da MPB

A Morte de Zé Dantas e A Interiorização do Baião


     José de Souza Dantas, o Zédantas, parceiro de Luiz Gonzaga em tantas composições de sucesso, morreu em 1962, prematuramente, deixando só o Rei do Baião, justamente quando já não sobrava espaço para a divulgação de suas músicas, em decorrência da urbanização musical nos grandes centros, incentivada por todo um movimento renovador que se vinha processando até então e que culminou com a Bossa Nova. Contudo, um desafio já havia sido vencido: Conseguira impor-se como grande artista nos centros urbanos. Restava tentar difundir a música nordestina pelos lugares onde se originara. Começou então a participar de circos, armados no interior e a animar festas locais, excursionando por todo o Nordeste. Não tardou a ser apresentado como principal atração de todas as festividades de que participava e receber faustas homenagens. Levaria também a música nordestina para o interior dos estados do Sul, como São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Em confronto com os ritmos locais, o seu apareceu e se impôs. Luiz Gonzaga tornou-se um mito, ainda hoje admirado por todos. Vale ressaltar, além de seu magnifico trabalho artístico, que contribuiu para a afirmação cultural do povo nordestino, as obras de cunho social que realizou, incansavelmente, em prol desse mesmo povo.